Atividade 2 – Avaliação pedagógica Digital em Contextos de eLearning

Trabalho de Grupo elaborado por Adelaide Dias, Elisabete Santos, João Henriques e Ricardo Carvalho como resposta ao solicitado na “Atividade 2 – Avaliação pedagógica Digital em Contextos de eLearning” da Unidade Curricular “Avaliação em Contextos de eLearning” do Mestrado em Pedagogia do eLearning da Universidade Aberta.

AVALIAÇÃO EM CONTEXTOS ELEARNING

Atividade 2 – Avaliação pedagógica Digital em Contextos de eLearning

Adelaide Dias, Elisabete Santos, João Henriques, Ricardo Carvalho

Introdução

No âmbito da unidade curricular de Avaliação em Contextos eLearning do Mestrado em Pedagogia do eLearning foi-nos proposto um trabalho em grupo, onde tínhamos de sintetizar as especificidades da avaliação em contextos eLearning e as grandes linhas de força presente em alguns textos, que são eles: “A Cultura de Avaliação: que dimensões?” de Pereira, A., Oliveira, I. & Tinoca, L.; “Quality in Online Delivery: What does it mean for assessment in E-Learning Environments?” de McLoughlin; C. & Luca, J. (2001) e Problemáticas da avaliação em educação online” de Gomes, M. J. (2009). Foram identificados e descritos, em cada texto, individualmente, as linhas de força e as especificidades da avaliação encontradas.

 Artigo 1 – “ A Cultura de Avaliação: que dimensões?Pereira, A., Oliveira, I. & Tinoca, L.

O artigo pretende abordar a avaliação de competências, nomeadamente, na sua relação com a educação em sistema de eLearning, tentando dar resposta às exigências surgidas com o Processo de Bolonha, que apresenta um novo paradigma de ensino superior baseado em competências e não apenas em objetivos. Para os autores uma educação que pretenda avaliar competências terá de integrar conhecimentos, capacidades e atitudes, e para isso nunca poderá resumir-se a uma única forma de avaliação mas implica uma variedade de estratégias avaliativas. Ao surgirem os PACs (Programas de Avaliação de Competências), surgem formas avaliativas complementares aos testes tradicionais, pois há muito que estes se revelaram insuficientes. Os PACs tentam unir as culturas de teste e de avaliação (Baartman et al.,2007). Uma das formas de avaliação a que o autor dá mais importância é à diagnóstica visto esta permitir aos alunos uma reflexão da sua aprendizagem e o desenvolvimento das suas competências. Com a proliferação do eLearning surgem e aumentam formas de avaliação como: testes de escolha múltipla online, quizes, fóruns, trabalhos de grupo online, blogues e e-portefólios. Ainda no que diz respeito à avaliação digital Pereira et al (2009) consideram que os PACs devem conter quatro tipos de metacompetências: resolução de problemas, trabalho de grupo, metacognição e fluência no uso das TIC. Os autores do artigo referem o facto de os processos de aprendizagem precisarem de ser personalizados e adaptados às necessidades e interesses do aprendente (este aspeto é fundamental pois opõe-se a uma visão psicométrica da avaliação igual para todos os aprendizes). Enfatizam, ainda a importância da avaliação de pares, pois esta é vista como uma forma avaliativa colaborativa. Concluindo, os autores apresentam uma perspetiva de avaliação de competências que abranja quatro dimensões, a saber: a autenticidade, a consistência, transparência e praticabilidade. O conceito de autenticidade deve incluir: similitude, complexidade, adequação e significância. Por sua vez o conceito de consistência implica: o alinhamento  instrução  –  avaliação,  a  multiplicidade  de  indicadores,  a  adequação  dos  critérios  e  o alinhamento competências – avaliação. A transparência implica a clareza do processo avaliativo e deve ter atenção os seguintes aspetos: a democratização, o envolvimento, a visibilidade e o impacto. Por fim, a praticabilidade incide sobre: os custos, a eficiência e a sustentabilidade. Os autores concluem que os métodos utilizados pela psicometria são insuficientes para uma avaliação de competências, daí a emergência do conceito de edumetria, a diferença entre estas duas abordagens é que a “primeira se centra na medida das diferenças entre os estudantes, enquanto a segunda pretende medir o desenvolvimento do próprio aprendente” (Brinke, 2008). Esta forma de avaliação de competências apresenta critérios mais válidos e justos, valorizando a função formadora, procurando uma flexibilidade e autenticidade da avaliação.

 Artigo 2 – Quality in online Delivery: What does it mean for assessment in e-Learning environments? McLoughlin, C. & Luca, J.

Ao falarmos dos processos de avaliação e de como o capacitar os alunos para o desenvolvimento da autoaprendizagem, temos de dar feedback regular aos alunos, apoiar a aprendizagem entre pares e avaliação e desenvolver práticas de autoavaliação. Esta é uma das ideias centrais na análise deste artigo. A Agência de Garantia de Qualidade para o Ensino Superior (1999) reconhece que existem diferenças na forma como a avaliação é realizada no campus que pode não ser apropriado para os alunos que estudam em o modo off-campus. Laurillard (1993) sugere que a aprendizagem baseada em computador tem um papel importante na promoção da autoaprendizagem e aumento da autonomia do aluno, da flexibilidade e diversidade de avaliação, do aumento da literacia da informação, no entanto, as oportunidades de aprendizagem nem sempre se traduzem em resultados de aprendizagem. Alexander e McKenzie (1999) também percecionaram os alunos na avaliação da tecnologia e do valor das TIC para a aprendizagem. Concluíram então que a perceção do estudante de tecnologia são uma grande influência na sua atitude e abordagem aprendizagem, na conceção de um curso, isso pode significar avaliação das contribuições dos alunos para um quadro de avisos como parte do processo de avaliação formal, muitas vezes, experiências de trabalho em grupo é uma das frustrações, apesar das alegações de que a tecnologia traz uma melhor comunicação entre pares, experiência prévia dos alunos de ensino e aprendizagem influencia a aceitação de uma nova abordagem de aprendizagem, sejam elas com ou sem tecnologia e que os alunos não sentem que os ganhos de aprendizagem quantificáveis sempre são alcançados com o uso da tecnologia. Shaffer e Resnick (1999) afirmam que a tecnologia pode ser usada para criar contextos autênticos de aprendizagem, e fornecer recursos que dão aos alunos oportunidades em diversas áreas como a conetividade, a autenticidade, e a pluralidade epistemológica. Existe uma nova onda pedagogia que defende a “avaliação alternativa”, em que a avaliação é integrada com a aprendizagem processos e desempenho na vida real. Esta forma de avaliação autêntica é solidamente baseada no construtivismo, que reconhece o aluno como o arquiteto-chefe de construção do conhecimento. Em ambientes de aprendizagem construtivistas, há a interação social, a comunicação, a troca de pontos de vista, de colaboração e de apoio para os alunos que assumem maior responsabilidade pelo processo de aprendizagem através de tarefas centradas no aluno (McLoughlin & Oliver, 1998; Collis, 1998). O uso da Web para apoiar a avaliação oferece uma maior adaptabilidade e flexibilidade comparada com o processo tradicional ou a avaliação objetiva (por exemplo, com base em testes discretos e vários itens questionário de escolha), pois permite a coleta e armazenamento  de  dados contínuos e  facilmente  criando  micro-ambientes  onde  os  alunos  podem resolver problemas da vida real. Pode-se argumentar que o movimento em direção a avaliação autêntica tem sido acelerado pela tecnologia com a sua capacidade de lidar com uma ampla gama de atividades, tarefas e fóruns de colaboração, diálogo e aprendizagem centrada no aluno. Outra importante contribuição da tecnologia para o desempenho avaliativo é a capacidade de suportar os processos de aprendizagem, tais como comunicação, trabalho e grupo para resolução cooperativa de problemas.

 

Artigo 3 – “Problemáticas da avaliação em educação online” Gomes, M. J. (2009)

No texto “Problemáticas da Avaliação em Educação Online”, Maria João Gomes foca-se nos principais aspetos relativos à avaliação em contextos de educação online. Debruçando-se principalmente sobre a avaliação do aprendizado dos estudantes, refere também a avaliação dos próprios cursos. A avaliação dos cursos eLearning, segundo vários autores, (Gonçalves, 2006; Silva, Gomes & Silva, 2006; Gomes, Silva & Silva, 2004; WCET, 2002) deve ter um acompanhamento constante de uma forma fundamentada e consistente. Segundo Gonçalves (2006), a avaliação da educação online deve ser o resultado do esforço e colaboração de alunos professores e administradores, sob coordenação de uma equipe e deve ser um processo, do qual, nenhum dos intervenientes pode ser dispensado. A WCTE recomenda o acompanhamento dos programas de educação a distância, devido à especificidade dos mesmos, com o objetivo assegurar a sua qualidade. Carlini e Ramos (2009) afirmam que deve existir uma “avaliação em processo” devido às particularidades do ensino em eLearning e como consequência do elevado nível de interação entre os participantes, existem sempre “ajustes de percurso” que são necessários efetuar. Independentemente da importância dada a cada uma das funções da avaliação, diagnóstica, formativa ou sumativa e das várias problemáticas inerentes ao assunto, uma questão ressalta de imediato e prende-se com a dificuldade de verificação de identidade dos alunos. Através de uma interação frequente com o aluno, o professor vai construindo um o perfil e, assim, dentro de certos limites, consegue verificar a identidade do aluno. O professor diversificando os momentos, fontes e instrumentos de avaliação, através do cruzamento de informação, vai construindo o perfil de cada aluno, tornando o processo mais claro e fidedigno. A modalidade mais usada são os cursos em regime bLearning onde serão aplicados momentos de avaliação presencial. Nas abordagens pedagógicas mais tradicionais, o curso será efetuado através de uma plataforma LMS e a avaliação, por norma, consiste em testes existentes dentro da própria plataforma, recorrendo à técnica da escolha múltipla ou de preenchimento de espaços lacunares. Por outro lado, se o curso seguir uma abordagem sócio construtivista, a avaliação deverá consistir em participações em fóruns de discussão, elaboração de portefólios ou construção de mapas cognitivos. A estratégia de avaliação não pode ser desligada da abordagem pedagógica subjacente a cada curso. Existem várias ferramentas de avaliação online, sejam elas parte integrante de LMS ou ferramentas autónomas. Os LMS fazem registos automáticos que permitem verificar a assiduidade do aluno assim como qual a informação por este consultada. Os testes de escolha múltipla e os testes de preenchimento lacunar são outra das ferramentas que, por norma, vêm incluídas nos LMS. Os fóruns eletrónicos, outra das ferramentas de avaliação online, permitem aos alunos participam em atividades de discussão e de construção coletiva do conhecimento. As conversações síncronas, sejam elas através de chats ou através de VoIP, são outra ferramenta ao dispor do professor online. Apesar da sua função prioritária ser a socialização entre participantes e a discussão de temas, as ferramentas de conversação síncrona são excelentes ferramentas para auxílio dos professores na construção dos perfis dos alunos. Os portfólios digitais, outra ferramenta de avaliação online, têm a capacidade de demonstrar não apenas o conhecimento do aluno relativamente a uma aprendizagem do momento mas também permite avaliar a evolução do aprendente ao longo do tempo. A autora, Citando Nunes e Vilarinho (2006), afirma que, de forma a dar credibilidade ao ensino online, os objetos de avaliação devem ser diversificados e do conhecimento dos alunos e, neste tipo de ensino, as ferramentas de avaliação devem sem empregues em qualidade e simultaneamente em quantidade. A avaliação dos aprendentes, assim como dos próprios cursos em si, deve ser feita através de uma abordagem holística, participativa e formativa.

Conclusão

Os mais variados estudos vão demonstrando, cada vez mais, as vantagens do ensino à distância. Simultaneamente, tem-se verificado um aumento do número de cursos online. A avaliação da aprendizagem online tem várias características diferentes da avaliação presencial e os cursos devem ser desenhados de modo a que permitam aos alunos monitorizarem a sua aprendizagem, permitam receber um feedback frequente por parte do monitor, facilite a aprendizagem e a avaliação entre pares e contenha práticas de autoavaliação. A psicometria, focando-se na medida das diferenças entre os estudantes, mostra-se insuficiente na avaliação de competências vindo a verificar-se que a endometria, que se foca na medição do desenvolvimento do aluno, exprime critérios mais válidos e justos, procurando a flexibilidade e a autenticidade da avaliação. As ferramentas de avaliação devem ser empregues em qualidade e quantidade e devem ser do conhecimento dos alunos. Todos os participantes na aprendizagem online têm de ter presente que os alunos, e os próprios cursos em si, devem ser alvo de uma avaliação holística, participativa e formativa de modo a garantir a credibilidade a este tipo de ensino.

Referências:

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