Pensar o progresso a longo prazo

Elaborado no âmbito da participação no iMOOCAC13

Verifica-se, cada vez mais, os impactos das alterações climáticas, na vida das pessoas, aos mais diversos níveis. Estes impactos tanto se verificam em situações específicas, regionalmente, como se verificam de modo genérico à escala global. Não é possível continuar a adiar a redução das emissões de gases com efeito de estufa. As emissões de dióxido de carbono para a atmosfera têm de ser reduzidas e, simultaneamente, têm de se criar caminhos que levem à adaptação de modo a minimizar os seus efeitos catastróficos.

Verifica-se, a nível global, um desacordo entre o uso de combustíveis fosseis ou a diminuição da utilização destes. A passagem para a utilização de fontes de energia renováveis e ecológicas, a diminuição da dependência do petróleo e a quantidade permitida de dióxido de carbono libertada para a atmosfera são pontos de choque que impossibilitam um entendimento que leve ao desenvolvimento sustentável. Este impasse impossibilita que se verifique um aumento da qualidade de vida, ou pelo menos a manutenção da mesma, das gerações atuais assim como das gerações futuras.

A necessidade de encontrar respostas efetivas à problemática das alterações climatéricas, quer elas sejam adaptativas ou de mitigação, e de encontrar estratégias de desenvolvimento sustentável, deve ser encarada como um dever social, um dever de cidadania e não apenas algo que deixamos nas mãos dos políticos para resolverem por nós. A política ambiental e a postura perante os desafios ecológicos deve ser um dos fatores principais, pelos quais, escolhemos os políticos que nos representam. É preciso interiorizar que o progresso consumista ilimitado tem os dias contados e que o desenvolvimento tem de ser pensado com uma preocupação constante no futuro e nas gerações vindouras. Não podemos esperar que esta mudança seja para um estado de harmonia mas antes para um estado onde a exploração dos recursos seja gerida sempre com uma visão de futuro e não numa perspetiva de curto prazo.

“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.” (A Carta da Terra, 2004).

e-cumps 🙂

João Henriques

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